sábado, 17 de dezembro de 2011

Première



A pele branca e os fartos lábios, juntamente com os grandes e belos olhos são o tipo de beleza que pode fazer qualquer cara se apaixonar mas ela tinha mais. O corpo que inspirava volúpia, as mãos de dedos finos com unhas bem feitas, as coxas grossas, os seios vistosos até mesmo sob a roupa preta e voz suave quase tímida.

As primeiras conversas fizeram com que ele se apaixonasse quase que imediatamente porque a timidez dela o encantava. Até então, ele não havia visto o seu rosto e as conversas eram sobre coisas rotineiras como a vida, o tempo, os problemas, as coisas que gostavam e o que não gostavam. Eles foram se gostando cada vez mais e mais, tratando-se por apelidos carinhosos e começaram a trocar algumas fotos simples. A garota descobriu que ele tinha uma boca grande e de belos lábios, apesar do olhar aparentemente triste. Mas o que ela mais gostava era das mãos grandes que ele tinha, com os dedos longos, bem como os seus pés também grandes [o que é comum em homens, convenhamos].

Ah, mas aquilo foi ficando intenso demais, demais! Eles precisavam se encontrar logo. Poderiam ter se encontrado antes, mas quiseram se conhecer antes... preferiram evitar que tudo se resumisse ao desejo somente. Quiseram se permitir conhecer, convesar, sentir tesão e se amarem antes que pudessem concretizar qualquer coisa fisicamente, visto que emocionalmente já estavam ligados.

Pois resolveram encontrar-se em um clube apesar de odiarem se expor ao Sol. Ambos adoravam nadar e escorregar em bóias através dos vários tubos daquele parque aquático, mas não o fizeram por vergonha de se mostrarem em traje de banho. Ficaram sob a sombra de uma árvore conversando boa parte do dia, até que ele convidou:

- Vamos dar uma volta? Aqui nesse clube tem pistas de cooper pra gente poder conversar enquanto caminha. Ficar só aqui sentado está me entediando.
- Ai, que bom que você falou nisso porque eu também já não estava aguentando mais! - ela sorriu.
- Pois então, bela donzela, dê-me sua mão branca e macia para que possamos passear. - ele disse com um sorriso nos lábios, se curvando como que fazendo um convite formal à moda antiga.
- Bobão! É claro que eu lhe concedo minha mão branca e macia, para que você possa tomá-la em sua mão grande e que nos guie durante o passeio na pista de cooper, jovem "donzelo". - ela pôs a mão na boca, rindo como se fosse uma criança que apronta e aprecia a sua arte.
- "Donzelo"? Só você mesmo, garota!

Caminharam pela pista de cooper e falaram sobre tudo o que havia para ser dito, desde o mais banal até assuntos mais sérios. Ele ficava olhando para a boca expressiva daquela garota e cada vez ele se encantava mais. Ela observava seus olhos escuros e ainda tristonhos mas com um leve brilho de alegria. Ambos se admiravam mutuamente durante a caminhada e finalmente conseguiam olhar um nos olhos do outro. O Sol não incidia direto sobre o casal, mas o calor intenso fez com que a garota ficasse ruborizada e o garoto...bem, ele resolveu tirar a camisa porque o calor o incomodava. Ele tirou a camisa e exibiu o torso magro, mas belo e avermelhado também, por causa do calor. Ah, mas aquela garota entrou em transe! Parou de andar e ele, sem perceber, continou andando até se dar conta de que ela havia ficado para trás.

- Por que você está parada aí feito um poste?
- eu...eu... - ela olhava fixamente para ele e movimentava as mãos com alguma lentidão como se estivesse vivenciando algo surreal. Ele voltou correndo por achar que ela estivesse passando mal pelo calor. Se aproximou, segurando-a pelos ombros e a olhou nos olhos.

- Você está bem?
- Estou! Eu só fiquei...aahmm...meio lenta. Deve ser o calor! - ela disse, evitando falar qual o real motivo daquilo tudo.
- Ah, que bom! Você me assustou! - ele se aproximou para abraçá-la, mas parou.
- Desculpa, menina! Eu estou suado demais e já ia te abraçar. Coisa mais nojenta!
- Não tem problema! Eu quero esse abraço...

Então ele a abraçou e tão logo a envolveu nos braços, percebeu o quanto ela era mais baixa do que ele. A garota, então, recostou sua cabeça no peito dele, aninhando-se confortavelmente entre os braços que a fizeram se sentir amada. Ficaram parados ali, em pé e abraçados durante bons longos minutos. O crepúsculo se iniciou, tingindo o céu em tons de alaranjado e púrpura, indicando que era hora de ir embora. Pegaram suas coisas para subir até o ponto de ônibus.

- Deixa que eu levo suas coisas, minha menina. - ele pegou as mochilas.
- Não precisa! Eu levo e...
- Eu levo e pronto! - ele disse, sorrindo.
- Ok, o senhor leva então! - ela lhe olhou nos olhos e sorriu em agradecimento pelo gesto.

Enquanto esperavam o ônibus, ambos ficaram pensando no dia e acabaram nem conversando durante os 20 minutos em que esperaram. Ele pegou a mão da garota, entrelaçando os dedos dela nos seus. A garota ficou ruborizada, mas adorava sentir o quanto sua mão era pequena e como ficava envolvida pela mão grande dele.

- Eu...eu quero te pedir uma coisa, minha menina. - ele baixou os olhos, com vergonha.
- Diga, meu menino. - ela pôs a mão no rosto dele, como que para confortá-lo.
- Gostaria de ir lá pra minha casa? Eu...sei que é um pedido exagerado mas...mas eu quero muito ficar com você e...eu não sei como você vai encarar esse convite e...ai, o que foi que eu fiz?!
- Calma, garoto! Você quer algo que eu também quero...seu convite não me ofende. Muito pelo contrário, me deixa feliz! Mas acho melhor irmos para a minha casa. Lá é mais tranquilo. O que acha?
- Tudo bem! - e assim embarcaram no ônibus que levava para o bairro da garota. Dentro do ônibus, não desgrudaram as mãos por um minuto sequer e a garota recostou-se no vidro, olhando para o nada e devaneando. Finalmente chegaram na casa dela por volta das 19 horas.

- Entra e fica a vontade, tá bem? Eu vou tomar banho.
- Obrigado!
- Ah, tem refrigerante e cerveja na geladeira, se você quiser.
- Tudo bem, obrigado. Posso tirar meus tênis?
- Mas é claro! Pode pôr os pés no sofá, ligar a tv, o rádio ou usar o computador. A casa é sua.

Depois de um tempo, ela saiu do banho. Usava uma camiseta babylook e uma saia curta que gostava tanto. Ele não conseguiu desviar o olhar das coxas grandes e brancas abaixo daquela saia preta e sua bermuda começou a ficar apertada.

- Aqui tá meio quente, né, minha menina? - ele falava sem graça.
- Bom, se você quiser, pode tomar banho. Você trouxe outras peças de roupa, não?
- Sim...é...eu acho que é uma boa idéia. Com licença, eu vou lá tomar meu banho.
- Tudo bem. Vou assar uma pizza pra gente comer.

E ele foi lá tomar seu banho, enquanto ela assava a pizza que ela havia comprado semanas atrás. O forno avisaria quando estivesse pronta, então a garota deitou-se no sofá, esticando as pernas e colocando um sorriso no rosto ao se lembrar do garoto sem camisa no clube. Aquele abraço que ela recebera...ah, ela começava a sentir calor. O forno apitou quando a pizza estava pronta, o que coincidiu com o barulho da porta do banheiro se abrindo. A garota desligou o forno, levou a pizza à mesa da sala e foi em direção ao corredor perto da porta do banheiro. Deu de cara com o garoto, que ainda não havia vestido a camisa, enxugando os cabelos ainda úmidos.

- A pizza tá com um cheirinho bom, minha menina. - Ela se aproximou dele, recostou-se em seu peito.
- O seu cheiro ta melhor!
- Você... - ele a abraçou e apertou-a, sentindo seus seios pressionando seu peito.
- Eu acho que... - ela tirou a blusa que vestia, revelando o colo do seios.
- Você quer tanto quanto eu, não é?
- Não tem como dizer o contrário. Nós dois precisamos disso... precisamos.

Ele a pegou e a levou para o sofá amplo, onde deitaram juntos, enquanto ele desabotoava o sutiã que ela usava. Os seios dela lhe pareciam esculpidos perfeitamente, tão brancos e relativamente grandes...ele não se controlava mais.

Ela se sentou sobre ele, sentindo o volume que a bermuda abrigava, e beijou o garoto. As línguas se enroscavam e a respiração de ambos tornara-se ofegante. O calor naquela sala aumentara muito. A garota tirou o restante de suas roupas, enquanto ele a olhava, de certa forma, incrédulo mas feliz com o que via.

- Eu...eu nem sei se posso tocar você. Você é tão branca e tão linda...
- Eu te dou permissão. Quero ser sua e quero que você seja meu. - ela lhe arrancou a bermuda e a cueca quase que ao mesmo tempo. Bem, digamos que ela se surpreendeu com o que viu, mas que gostou muito daquilo tudo que via.

Ela o empurrou para o sofá e se ajoelhou entre suas pernas. Sua boca começou a trabalhar lenta e delicadacamente com beijos, toques de lábios e lambidas lentas. Sua língua passeava lentamente, descendo até os testículos, voltando ao ápice rosado de onde ela partira.

- Tem...cer-certeza de que nunca...fez isto antes? - ele dizia com a voz entrecortada.
- Tenho sim! - ela parou por um instante para responder e voltou ao trabalho.
- É que... v-vo-você está indo muito bem!
- Isto não é difícil, mas duvido que queira experimentar um dia. - Pela última vez, seus lábios desceram pelo membro dele e, quando ela se levantou, o sêmen espirrou no rosto dela.
- Me desculpe! Essas coisas não tem como...aaarff... controlar.
- Tudo bem! Mas agora é a sua vez. Vamos ver se essa língua serve pra outra coisa além de falar.

Então ele a colocou delicadamente no sofá, afastando as pernas devagar, enquanto olhava nos olhos daquela menina de corpo tão branco e detalhes róseos. Ele beijou a barriga dela, fazendo sua língua descer bem devagar. Barriga, umbigo, monte de vênus e...voi-lá! Sua língua percorria tudo entre as pernas dela, lambendo e acariciando com as mãos, até sentir que a garota começava a arfar. Um pequeno ponto foi encontrado e ali o garoto se concentrou, sentindo a umidade que emanava do corpo dela e...ele começou a gostar daquilo tudo. Um último toque suave com a língua e...sim...ela retesou os músculos do corpo, agarrando o cabelo do garoto.

- É, acho que a minha língua é multiuso mesmo, não é?
- Ah, isso é mesmo hahahaha. Vem cá! Deita aqui comigo, deita?
- Acho que você não precisa pedir denovo. - Eles deitaram juntos e ligaram a tv.
- A pizza, minha menina! Ela já deve estar fria!
- Nossa, é mesmo! Eu esqueci da pizza hahahahaha!

Ela pegou a vasilha de plástico com as fatias de pizza e sentou-se entre as pernas dele. Conversaram enquanto comiam a pizza e riram muito tanto dos desenhos, quanto de toda aquela novidade que eles acabaram de vivenciar. Era alegria pura e simples.

- Eu fiz meu trabalho bem feito porque já recebi dicas de amigas minhas.
- Olha, acho que suas amigas devem ser mestras na arte hahahahah. Aquilo foi bom.
- É...e você tá se lembrando da sensação,porque estou sentindo algo aqui atrás de mim e não é uma almofada.
- Ai, me desculpa eu...eu vou dar um jeito e...
- Pára com isso! Eu to achando é bom. Não esperava que fosse grande assim.
- Obrigado...você também é tão linda...e macia...
- Quer denovo?
- Você nem precisava perguntar!

Ele deitou por cima dela, largando os pedaços de pizza em cima da mesa. Ela abriu as pernas para acomodá-lo e sentiu quando foi penetrada, fazendo uma expressão de dor.

- Eu te machuquei? Me desculpe, eu fui com o maior cuidado que consegui.
- Tudo bem! Você foi um cavalheiro, pode ficar tranquilo.

Os movimentos repetidos, as pernas roçando umas nas outras, as barrigas ficando vermelhas com o atrito, os beijos calorosos. Ele podia sentir a umidade dela em seu corpo e ela podia sentir o calor que lhe invadia por dentro.

Atingiram o orgasmo ao mesmo tempo praticamente e ofegaram juntos também. Ainda por cima dela, ele pos suas mãos por sobre as dela, a olhou nos olhos, sorrindo. Pela primeira vez, ela pôde ver um brilho em seus olhos.

- Te amo! - ele disse.
- Eu também te amo!

Ainda dentro dela, ele a virou, deixando-a por cima, envolveu-a em um abraço. Ela deitou em seu peito e assim adormeceram.

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